Concorrência cada vez mais leal
A concorrência faz parte de qualquer mercado e suas relações devem ser bem definidas e protegidas para que todos tenham as mesmas condições, sem nenhum desequilíbrio. O Brasil abriu-se para o mercado internacional no final dos anos 80 com o fim da política protecionista e foi inserido no comércio mundial.
Porém, esta conquista é constantemente ameaçada pela chamada concorrência ilícita que tem como uma de suas principais práticas o dumping, isto é, a venda de produtos a preços inferiores aos praticados nos países de origem, ocasionando enormes prejuízos à indústria do país que faz a importação. Por conta disso, o Brasil tem recorrido à Organização Mundial do Comércio (OMC) para resguardar os interesses nacionais.
Um exemplo recente foi a taxação sobre as importações de calçados e pneus chineses com o objetivo de neutralizar justamente a prática do dumping. No caso dos pneus, o setor espera recuperar a fatia de mercado perdida desde 2003, quando o produto começou a ingressar no País. Para se ter idéia, naquele ano a participação chinesa nesse segmento era de 0,3%. Em março de 2008, alcançou 9,6%, um crescimento vertiginoso que levou às investigações da prática de dumping e consequente elevação de taxação para que o equilíbrio fosse restabelecido.
É bom verificar que o governo brasileiro está atento a estes fatos, protegendo a legalidade da concorrência para que os mercados, inclusive o de tubos, possam continuar a crescer em quantidade e qualidade. A edição 2009 da Tubotech é uma mostra clara desta competitividade saudável.
Mas não podemos achar que a atenção do governo foi espontânea, pois recebe colaboração de informações de entidades como a Associação Brasileira da Indústria de Tubos e Acessórios de Metal (Abitam), a Núcleo Inox ou o Instituto Aço Brasil, que ajudam a iluminar este bom caminho para o consumidor, para o industrial, para o transformador e para todos os brasileiros.
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